Não ironicamente me diverti mais nesse do que no MGS 3, mas como eu digo, diversão não é só o que conta, pelo menos comigo.

O Kojima se desviou um pouco do seu estilo cinematográfico pra focar em algo com mais ação aqui, e é claro quando você percebe a quantidade de missões aonde sua tarefa é só atirar, e não se infiltrar.

A gameplay é muito boa, e a mecânica de stealth introduziu o padrão que vemos nos outros jogos. A mecânica de construir a mother base é só um gostinho do que temos em MGS 5, não é lá tão profunda, mas ainda sim é divertida.

A história é sensacional; Mesmo sem o estilo cinematográfico, o Kojima chega a tocar mais ainda na delicadeza da estrutura de paz atual e no que a guerra traz e deixa pra trás. Muito, muito boa.

Dou destaque também pras cutscenes em formato animado, o estilo de comic book é uma surpresa pra quem começa o jogo, mas os quick time events e a qualidade e espontaneidade dos desenhos deixa um gostinho de quero mais depois que acabam.

Minha única crítica vai pros bosses: Embora todos eles tenham nomes, construções e variedades diferentes, em todos você segue a mesma estratégia: Se for um tanque, atira na roda, se for um com IA, mira no Pod. E literalmente todos os bosses são assim, é um pouco sem graça, principalmente quando comparado com os bosses diferentes apresentados em MGS 3 (Sim, eu sei que mencionar a obra prima é sacanagem, mas não tem como evitar.)

E por último, mencionar o port. O salto do PSP pro Xbox 360 fez muito bem pra esse jogo, ele roda muito bem e a gameplay é fluida; No entanto, não fizeram questão de mexer na quantidade de loadings intensas que esse jogo tem (é sério, chega a ser irritante: Entra na motherbase, load, vai escolher missão, load, completa a missão, loading pra tela de resultados e mais um loading pra mother base.)

No geral, jogo muito bom, gameplay divertida e história interessante. Não se engane, esse MGS é essencial, pular ele não é válido (como certo outro título que saiu no mesmo portátil…)