Joca reviewed Persona 5

Não me surpreende dizer que Persona 5 me cativou mais do que muitos outros JRPGs, mas, como sempre reforço, não é apenas a diversão que define a qualidade de uma obra, pelo menos não para mim.

A Atlus optou por um tom mais acessível em comparação com os capítulos anteriores da série, que abordavam temas mais densos e introspectivos.

A jogabilidade, centrada em um JRPG de combate por turnos, moderniza o gênero com elegância. A ausência de encontros aleatórios e a mecânica 1-More, que recompensa explorar fraquezas inimigas com turnos extras, tornam as batalhas dinâmicas e estratégicas. Os Social Links, que fortalecem laços com outros personagens, não apenas aprofundam a narrativa, mas também desbloqueiam habilidades que enriquecem o combate.

Visualmente, Persona 5 é impecável. A direção de arte traduz o tema de rebelião com uma estética vibrante e coesa, desde os menus estilizados até as interfaces de combate, todas marcadas por linhas agressivas e uma paleta de cores que evoca inconformismo. A trilha sonora é igualmente notável, com composições que não apenas complementam, mas elevam o ambiente do jogo. Constantemente me pego revisitando faixas como o tema de batalha ou a abertura, prova de sua qualidade atemporal.

No geral, Persona 5 é uma obra-prima da Atlus, com narrativa envolvente, jogabilidade polida e apresentação audiovisual que define padrões. É provavelmente o jogo perfeito, de verdade. Nunca joguei algo assim, e duvido que jogarei novamente